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Guilherme Boulos confunde criptomoedas com acesso ao crédito bancário

Ao ser questionado sobre o assunto de criptomoedas nos últimos dias, Guilherme Boulos se confundiu em sua explicação. O tema das criptomoedas ganha o mundo nos últimos meses e vários países já planejam regular o setor. Ainda assim, é um tema novo e muitas pessoas não conhecem os detalhes por trás dessas tecnologias de pagamentos descentralizadas.

Mesmo governos considerados “de esquerda” observam as criptomoedas de perto. Os destaques são Cuba e Venezuela, dois países que permitem que sua população utilize essas moedas para realizar transações financeiras e escapar dos embargos impostos pelos Estados Unidos.

Já a Argentina, outro que tem atualmente um governo de esquerda, não proíbe que sua população realize transações, com o presidente Alberto Fernandes tendo comentado que esses podem ser instrumentos importantes para se pensar no combate a inflação.

Do lado negativo, a China e Bolívia viu seus governantes proibirem o uso das criptomoedas e embargar a população de ter acesso a plataformas deste setor. De qualquer forma, isso mostra que a esquerda mundial ainda não tem uma posição formada sobre a tecnologia, com liberações em alguns países e duras perseguições em outros.

Recentemente, o jornalista Green Gleenwald chegou a dizer que a esquerda deve estudar mais sobre o Bitcoin, tecnologia importante para garantir a privacidade das pessoas.

Guilherme Boulos mostra desconhecimento sobre criptomoedas e se confunde sobre assunto

No Brasil, um dos principais partidos de esquerda é o PSOL, que tem como Guilherme Boulos seu principal representante, que inclusive foi candidato a presidência pelo partido nas últimas eleições em 2018.

Nos últimos dias, ele participou do programa Flow Podcast, com os apresentores Monark e Igor 3K. No final do programa, ele foi questionado por um internauta sobre o mercado de criptomoedas.

Na pergunta, o ouvinte disse ver nas finanças descentralizadas a grande revolução econômica que o Brasil precisa, sendo que o Real digital deverá criar grandes pontes neste sentido. O Banco Central do Brasil, por exemplo, abriu um desafio para receber projetos DeFi para a moeda nacional.

Assim, Boulos foi questionado sobre como o assunto das criptomoedas está sendo trabalhado com a população pobre brasileira, tanto em educação como em democratização sobre este assunto.

Monark chegou a brincar que esse era um assunto de rico e deveriam pular o assunto, que era coisa de rico, de playboy. Levando na esportiva, Guilherme Boulos disse que o PSOL está buscando democratizar o acesso ao crédito, mas que lamentavelmente as criptomoedas não são um assunto acessível a 99% da população brasileira.

Em sua fala, ele acabou concordando com uma recente fala de Jair Bolsonaro (PL-RJ), que também disse que as criptomoedas são um assunto debatido por 1% da população brasileira.

Temos um monopólio de bancos no Brasil

Na visão de Boulos, os bancos hoje atrapalham o empreendedorismo no Brasil, ao barrar o acesso fácil a maior parte da população a créditos bancários.

Assim, ele entende ser importante e o PSOL tem buscado fazer é a democratização do crédito, com a criação de bancos populares, como cooperativas de crédito. Na sua explicação, ele apenas disse que o foco atual é esse, confundindo a questão sobre as finanças descentralizadas e criptomoedas com acesso ao crédito bancário.

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